quinta-feira, 30 de abril de 2009

VIGÍLIA MONFORTINA - 28 DE ABRIL 2009

Abril de 1709, - cumprem-se agora trezentos anos - São Luís Maria de Montfort está em Pont-Château a pregar uma missão. O povo adere em massa à convocação do Missionário Apostólico para escutar que é por Maria que se vai a Jesus. Mas também para ver um homem todo fogo, dócil como uma pena ao sopro do Espírito. Despojado de tudo, não vive senão de Deus e para “Deus Só”.
A Sua Presença é uma Presença de Amor e de Graça. De um amor abrasador, que preenche, colmata, e gera paz e felicidade.



Blain: (personagem interpretada pelo Hélio) Grignion de Montfort quais são os teus planos para o futuro ? Por acaso pensas que alguém está disposto a seguir os teus passos, a ter uma vida como a tua?
Montfort: (personagem interpretada pelo Luís Gonçalves)Tens alguma coisa a dizer sobre o estilo da vida de Jesus? Consegues encontrar aqui, neste livro que testemunha a Vida de Jesus e dos Apóstolos, alguma coisa que eu não viva e não pratique? Na pobreza, no abandono à Divina Providência, na mortificação em que vivo, eu apenas quero ser um indigno imitador de Jesus Cristo e dos Apóstolos pobres.
Blain: Falas de Jesus Cristo, mas sabes, como ninguém, que os tempos não estão fáceis para a fé.
Montfort: Não te esqueças que a maneira de O procurar não é igual para todos. Cada um tem o seu caminho para ir até Deus.
Blain: Mas como ensinar às pessoas, hoje, onde está Deus e como encontrá-Lo?
Montfort: Vou revelar-te um segredo, quase é uma confissão. Deus favoreceu-me, a mim, pobre e humilde pecador, com uma graça muito particular que é a presença contínua de Jesus e Maria no íntimo da minha alma. Sinto-Os presentes em mim. Não há nenhum instante, nem nenhum lugar em que eu não participe da intensa comunhão com Jesus e Maria.

Por inspiração de Deus e ardor no coração, São Luís de Montfort tem uma visão. No horizonte da sua contemplação, surge um monte, a erguer-se na planície. Recorda o Monte do Calvário, nos arredores de Jerusalém, onde Jesus celebrou com a dádiva da própria vida a aliança amorosa com a humanidade.
Um monte, uma construção feita pelo povo, um Calvário que pode ser visto de todas as distâncias. Assim é o amor. Visível, concreto, ao alcance de todos os olhares.



Maria Luisa: (personagem interpretada pela Joana Carneiro) Padre de Montfort, a miséria, a pobreza dos hóspedes deste hospício de Poitiers dilacera o meu coração. O abandono a que estão sujeitos rasga-me a alma.
Montfort: É natural que isso aconteça a uma jovem como tu, minha filha, que pertences à nobreza. Entre os muitos hábitos de bom tom, de elegância, (das maneiras chiques, como dizem) que os da tua classe cultivam, também está o mostrarem uma certa pena pelos pobres e marginalizados. Tais sentimentos, no entanto, soam a falso. (...) Vai, torna para o teu palácio.
Maria Luisa: Não me mande embora, padre. (...)Peço-lhe para me aceitar como serva dos mais pobres e abandonados.
Montfort: Este hospício (...)é um calvário. Aqui estarás com Cristo vivo, presente em cada homem e mulher que para aqui foi atirado.Os pobres são o próprio Jesus Cristo.
Maria Luísa: Mostrai-me, padre, o modo de o conseguir.
Montfort:Pela Sabedoria e com o auxílio de Maria.(...)Mostra a estes teus irmãos que Deus os ama.



PRESIDENTE: (Pe Rui)O calvário foi o monumento ao Amor que São Luís ergueu em Pont-Château. A cruz é o testemunho sensível do amor de Deus pelos homens.

E tu, qual é o monumento que ergues ao amor de Deus, à esperança, à vida?

Convido cada um, a aproximar-se do «Calvário» a retirar uma pedra, que quer ser o símbolo do monumento e fazer, silenciosamente, o propósito dum compromisso e assumir um gesto concreto de amor, alegria, esperança e fé.



Oremos
Deus, Pai Santo, que em São Luís Maria de Montfort nos destes um Apóstolo da Sabedoria eterna e encarnada, fazei que, com a sua intercessão, façamos do nosso coração o berço da Vossa Presença e da nossa vida um memorial ao Amor para testemunharmos com ardor missionário as vossas maravilhas e contribuirmos para a renovação do cristianismo nos cristãos. Isto Vos pedimos por Jesus vivente em Maria que, convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.


TEXTOS - PE RUI
FOTOS TIRADAS PELO PE LUÍS
CENÁRIO IDEALIZADO E MONTADO PELA Dª CECÍLIA E PELO PROF. SÉRGIO

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Na sessão de dia 20 de Março, preparada pelo grupo Confiança, foi dado a conhecer o Percurso Místico de S. Luís de Montfort.




Este percurso é constituído por 7 etapas, as quais, segundo Montfort, são fundamentais para se chegar à Santidade.

Foram estas etapas que os Jovens Monfortinos descobriram em cada espaço diferente do Centro Paroquial, divididos em 3 grupos, e, entre uma sala de cânticos e uma sala de meditação. Em cada uma receberam uma folha de modo a formarem a Cédula do Cristão. São estas etapas que resumimos aqui…

Vem connosco descobrir o PERCURSO DA ALMA!


1ª etapa – BAPTISMO

Baptismo, o primeiro sacramento da Nova Lei que Cristo confiou à Igreja quando disse aos apóstolos: “Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt. 28, 19).

Nesta etapa recordámos de forma simbólica o nosso baptismo procurando renovar a nossa renúncia ao mal e a nossa crença naquilo que nos leva pelo caminho do bem.

Afinal, o que te identifica como cristão?


2ª etapa – DESPREENDIMENTO DO RELATIVO

“É necessário renunciar efectivamente aos bens do mundo como fizeram os Apóstolos, os discípulos, os primeiros cristãos e os religiosos: este é o meio mais rápido, o melhor e mais seguro para se alcançar a Sabedoria; ou, pelo menos, dever-se-á desapegar o coração dos bens do mundo e possuí-los como se não se possuíssem (…) Não deveremos acreditar nem seguir as falsas máximas do mundo (…). «Deixa tudo», já que encontrando Jesus Cristo, a Sabedoria encarnada, «encontrarás tudo!»”
(
São Luís Maria de Montfort
, O Amor da Sabedoria Eterna)

Aqui cada JM foi convidado a deixar um objecto do qual se quisesse desligar… telemóveis, dinheiro, agendas, relógios… tantas são as coisas banais que nos prendem a atenção no nosso dia-a-dia e que não são mais do que meros objectos sem os quais em tempos já se viveu e que devemos fazer um esforço para não dar tanta importância.

É fácil distinguir o que na minha vida é essencial do que é acessório? Porque é tão difícil para mim renunciar? Tenho medo? Falta-me confiança?


3ª etapa – UNIÃO A JESUS POR MARIA

Quem quiser possuir Jesus deverá possuir Maria. (…) [Mas] que fazer, então, para tornarmos o nosso coração digno dela? Eis aqui o grande conselho, o segredo admirável: façamos entrar Maria em nossa casa, consagrando-nos a ela sem qualquer reserva, na qualidade de seus servos e escravos. Em suas mãos e em sua honra desapeguemo-nos de tudo o que nos é mais querido, nada reservando para nós. (…) Maria é sábia. Maria é caridosa. Maria é generosa. Maria é poderosa. Maria é fiel.
Confiemos, pois, todas as coisas à sua fidelidade (...). Assim, por mais cegos, francos e inconstantes que sejamos, (…) jamais nos enganaremos, jamais nos extraviaremos, e não viremos a ter a desventura de perder a graça de Deus e o tesouro infinito da Sabedoria eterna. (…)”

(S. Luís Maria de Montfort, O Amor da Sabedoria Eterna)

Aqui os JM’s tiveram um momento de oração a Maria e foi-lhes pedido que escrevem palavras soltas relacionadas com Maria.

“Maria é um caminho obrigatório a percorrer para se chegar à santidade, dai a grande vantagem dum íntimo relacionamento com Ela.”
(S. Luís Maria de Montfort, O Amor da Sabedoria Eterna)



4ª etapa – CONFORMIDADE

É importante sabermos que não só os cristãos fazem boas acções e tentam transformar o mundo num lugar melhor. Também pessoas de outras religiões o fazem à sua maneira. Exemplo disso é Gandhi, que tentou que a Índia tivesse uma luta pacífica pela independência; Aung San Suu Kyi, que foi para a prisão por ter tentado defender o seu país ao liderar um movimento de contestação ao regime militar; Dalai Lama, que apesar de deposto do seu cargo de líder politico do Tibete, continua a lutar por um mundo melhor sem violência, mas com diálogo; Shirin Ebadi, que tenta transformar o Irão num país que viva de acordo com os Direitos Humanos; Feng-Shan Ho que salvou mais de 2 mil vidas no Holocausto.
Nenhum deles é cristão, mas todos eles encetam levam a cabo acções de forma a ter fazer do mundo em que vivemos um mundo melhor.
"A beleza da vida está em lutar contra as situações dificeis"
Shirin Ebadi

E tu? O que te impede de seres conforme Deus?


5ª etapa – UNIÃO
«Eu sou a videira verdadeira e o meu Pai é o agricultor.
Ele corta todo o ramo que não dá fruto em mim e poda o que dá fruto, para que dê mais fruto ainda. (...) Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em mim. (...) Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer. Se alguém não permanece em mim, é lançado fora, como um ramo, e seca. Esses são apanhados e lançados ao fogo, e ardem. Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e assim vos acontecerá. Nisto se manifesta a glória do meu Pai: em que deis muito fruto e vos comporteis como meus discípulos.» (Jo 15, 1-8)

Nesta etapa procurou-se sublinhar o despreendimento total de nós mesmos para nos unirmos de forma radical a Cristo, para sermos os ramos da sua videira. Como São Paulo diz “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gal 2, 20). E tal como a união a Cristo é importante para percorrermos este passo do caminho, também é essencial a nossa união uns aos outros por meio de Cristo, e no caso do nosso grupo, por meio de Montfort, pois é ele que nos dá o lema. Assim, cada JM recebeu uma fita que usou para unir as páginas da sua cédula, as páginas do seu caminho, como simbolismo de algo maior que nos une e é o “fio condutor” das nossas vidas.

S. Luís Maria de Montfort, rogai por nós!





6ª etapa – CONSAGRAÇÃO

Mais do que um acto superficial ou uma rotina regulamentada, é um sintonizar totalmente a vida em Cristo e por Cristo, seguindo o Evangelho e procurando a perfeição do amor.

Nesta etapa relembrámos o exemplo das irmãs do Carmelo que vivem consagradas a Cristo e o testemunho de algumas delas.

No Carmelo o tempo de silêncio é a sós com Deus é alternado com momentos de alegre convívio entre as irmãs. “De acordo com o ensinamento de S. Teresa o estilo de vida comunitária caracteriza-se pelo sentido de igualdade evangélica e pela franca sinceridade no trato; pela mútua partilha das alegrias e das tristezas dentro de uma pequena família onde “todas devem ser amigas, todas se hão-de amar, todas se hão-de querer, todas se hão-de ajudar”.
O Recreio favorece a vida fraterna, ajuda a crescer em grupo e a equilibrar o clima de silêncio.

Hoje em dia fala-se em dedicar a vida ao desporto, à família, à profissão, etc., o que pressupõe uma entrega, um compromisso, um testemunho de vida. E a dedicação a Deus? Como o enquadras na tua vida?


7ª etapa – CRISTO E MARIA EM MIM / EU EM CRISTO POR MARIA

"Toda a nossa perfeição, escreve São Luís Maria Grignion de Montfort, consiste em ser conformes, unidos e consagrados a Jesus Cristo. Por isso, a mais perfeita de todas as devoções é incontestavelmente a que nos conforma, une e consagra mais perfeitamente a Jesus Cristo. Mas, sendo Maria a criatura mais conforme a Jesus Cristo, tem-se como resultado que, entre todas as devoções, a que consagra e conforma mais uma alma a nosso Senhor é a devoção a Maria, sua Mãe santa, e que quanto mais uma alma estiver consagrada a Maria, tanto mais estará consagrada a Jesus Cristo". Dirigindo-se a Jesus, São Luís Maria exprime como é maravilhosa a união entre o Filho e a Mãe: "Ela é de tal forma transformada em ti pela graça, que não vive mais, não existe mais: és unicamente Tu, meu Jesus, que vives e reinas nela... Ah! se conhecêssemos a glória e o amor que tu recebes nesta maravilhosa criatura... Ela está tão intimamente unida... De facto, ela ama-te mais ardentemente e glorifica-te mais perfeitamente do que todas as outras criaturas juntas".

O que significa para mim “Por Maria até Jesus”?

ORAÇÃO DE MONTFORT
Ó Jesus, que viveis em Maria,
vinde viver em vossos servos,
no espírito de vossa santidade,
na plenitude de vossa força,
na perfeição de vossos caminhos,
na verdade de vossas virtudes,
na comunhão de vossos mistérios,
dominais sobre todo o poder inimigo,
em vosso Espírito e para a glória do Pai.
Ámen.

Meta – A SANTIDADE

Esta foi a nossa última etapa, o que não significa que seja o fim do caminho. Por vezes, é necessário voltar a percorrê-lo várias vezes para se poder atingir verdadeiramente a santidade. Por isso, cada JM recebeu algumas sementes representando o final do ciclo percorrido e o iniciar de outro, que farão ao longo das suas vidas, tendo sempre Montfort como guia e Maria como meio para chegar a Cristo.




Vai em frente, não desistas... O percurso não acaba aqui; com Maria, podes recomeçar...

Grupo Confiança: Paula André, Joana Ferreira, Nuno Cunha, Ana Roque, Mafalda Luís, Rui Barata, Daniela Melo, Beatriz Mira, Catarina Mira, Mariana Mira e Iolanda Rodrigues

segunda-feira, 23 de março de 2009

Páscoa na Universidade


Celebra a Páscoa na Universidade!


Dia 26 de Março, 5ª feira, na Igreja do SS Coração de Jesus, às 18,30h
(Rua Camilo Castelo Branco, junto ao Marquês de Pombal, entre a Av. Duque de Loulé e a rua Alexandre Herculano --> portanto é só sair no Metro do Marquês - linha amarela - e andar um bocadinho :))

ENSAIO DO CORO para A PÁSCOA NA UNIVERSIDADE: Dia 24, às 18,45h, no CeUC.


Aparece! Contamos contigo!




Se não te apetece ir sozinho, ou não sabes bem onde é, contacta: Bia (bia_lotrfan@hotmail.com)

Boa semana!

quinta-feira, 12 de março de 2009

"Quem és tu, Senhor? QUE QUERES QUE EU FAÇA?" (Act 22 - 8,10)

1 - A DESCOBERTA

CONVERSÃO S. PAULO – A CAMINHO DE DAMASCO = 1º ENCONTRO COM DEUS

1) - JOVEM
- IDEAIS
- ACREDITA QUE PERSEGUE
- ENCONTRA JESUS CRISTO
- MUDANÇA
- NOVO RUMO

APRESENTAÇÃO - REDEMPTORIS MISSIO

A sessão de dia 27 de Fevereiro foi preparada pelo grupo Remptoris Misso, segundo as ideias que acima se apresentam. Iniciou-se a sessão com uma oração de S. Paulo, de seguida foi apresentado um PowerPoint e consequentemente uma pequena e média troca de ideias sobre o tema do PowerPoint, finalizada com uma oração paulina.
No Placar que servirá para ilustrar esta mesma caminhada, este grupo, deixou as seguintes imagens.




terça-feira, 10 de março de 2009

CAMINHADA QUARESMA - PÁSCOA 2009 - "SINAIS DO ENCONTRO"

A Quaresma é um tempo que convida à reflexão e à conversão interior, preparando-nos para a alegria Pascal da Ressurreição de Jesus, que nos salva e irremediavelmente nos compromete com Ele. Deste modo, segue-se uma proposta de caminhada Quaresmal, que se prolonga depois até ao fim do tempo Pascal.
Esta caminhada pretende ajudar-nos a descobrir na Palavra, ao ritmo da liturgia de cada domingo, os “Sinais do Encontro”, isto é, os sinais que ela nos vai dando para que cada um de nós se encontre consigo mesmo, com os outros, com a alegria da vida nova pascal, ou seja, para que cada um se encontre com Jesus, Palavra Encarnada, Vivo e Ressuscitado.


QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Sinal: Via com Prioridade



* O Tempo Quaresmal/Pascal que iniciámos na quarta-feira de cinzas é um caminho/via que deve merecer prioridade na vida dos cristãos. As cinzas são expressão da atitude necessária durante esta caminhada. A cinza é sinal desta consciência humana e atitude humilde que permitirá percorrer este caminho de verdadeira conversão do coração em direcção à Páscoa.
* S. Paulo também faz este caminho de conversão: torna-se cinza, depois do encontro e do confronto com Jesus, dando prioridade à via da Evangelização e do anúncio de Cristo a todos os homens.
* Na sua habitual carta Quaresmal, o Patriarca D. José Policarpo pede-nos, nesta Quaresma 4 atitudes: oração, jejum, esmola e penitência (Evangelho)

I DOMINGO DA QUARESMA

Sinal: STOP



* A Quaresma é tempo de parar, de fazer STOP.
* “Antes de dar início à Sua pregação, Jesus entrega-se à oração, uma atitude quaresmal; antes de se apresentar em público, vai para o deserto; antes de Se misturar com o povo, retira-se para a solidão. Antes de ir ao encontro dos homens, busca a intimidade do Seu Pai, que está no Céu” (K. Rahner).
* O deserto significa o espaço de paragem obrigatória, de reflexão, oração, introspecção para quem quer fazer um caminho sério em direcção à Páscoa, isto é, em direcção a uma vida nova.
* Para se encontrar o caminho certo, o caminho que nos conduz ao encontro com Cristo, é preciso parar. Foi o que fez S. Paulo: mergulhou no deserto da sua cegueira, olhando para si mesmo, para dentro de si, onde ecoava a voz que o chamou; parou para mudar radicalmente o rumo do seu caminho, parou para encontrar os sinais que conduzem à alegria plena em Cristo Ressuscitado.


II DOMINGO DA QUARESMA

Sinal: Estacionamento Proibido



* Parar sim, mas não estacionar.
* A Quaresma convida a parar interiormente, a construir tendas do encontro com Jesus, mas simultaneamente a agir, a descer do monte e a anunciar a boa nova de Jesus Cristo transfigurado.
* A experiência, breve mas maravilhosa, que foi dado viver aos apóstolos na transfiguração, constitui uma antevisão da situação de Jesus, depois da ressurreição. “O seu rosto ficou resplandecente como o Sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz”, ou seja, este acontecimento quer iluminar o nosso caminho, quer que descubramos a verdadeira missão do Messias e a coragem necessária para seguirmos os seus ensinamentos e a Sua vida de Ressuscitado. Mostra que é na cruz que descobriremos o verdadeiro sentido da vida, a verdadeira luz. A transfiguração é o prenúncio de que o triunfo da vida e da dignidade do homem nasce da cruz, no dar a vida, concretizando-se no homem transfigurado, no homem que deixa branquear as vestes do seu Baptismo pela luz da ressurreição.
* Tal como Cristo, cada um é chamado a dar-se, a assumir a sua cruz, transfigurando-se e dignificando-se. Mas, este dar-se tem de ser permanente e sem barreiras. S. Paulo dá-nos um excelente testemunho de alguém, que após mudar a direcção do seu caminho, jamais pára em direcção Àquele que é a sua “meta”, Jesus Cristo. Nada o detém na tarefa de anunciar o amor de Deus a todos os homens!

III DOMINGO DA QUARESMA

Sinal: Proibição de inversão do sentido de marcha



* Fazer caminhada quaresmal significa seguir em frente, não inverter a marcha.
* Quem acredita em Jesus fica “proibido” de olhar apenas ao que já passou; não pode ficar preso ao passado, agarrado apenas a um templo material, como os judeus, a um lugar físico, mas a uma Pessoa viva que reunirá à sua volta todos os crentes.
* Enquanto, até aqui, o lugar do encontro com Deus era o Templo de Jerusalém, a partir de agora, o Corpo de Jesus, destruído pela morte e reedificado com a Ressurreição, passa a ser o novo lugar, a nova morada onde Deus se encontra com cada crente.
* Também Paulo rompe definitivamente com o passado, com o homem velho, perseguidor dos cristãos, para fazer um caminho novo, “apontado” para Cristo. Uma vez encontrados por Jesus, Palavra Encarnada, nós, tal como Paulo, estamos proibidos de voltar atrás, de inverter a marcha, voltando ao pecado.

IV DOMINGO DA QUARESMA

Sinal: Sentido proibido



* A Quaresma convida-nos a identificar o(s) sentido(s) proibidos e a encontrar caminhos alternativos que nos conduzam à verdadeira Páscoa;
* A cruz e o perdão que nela se gerou são esse caminho de luz, em oposição às trevas, que tantas vezes nos limitam e prendem;
* Neste Domingo, Jesus propõe-nos um caminho novo, um caminho de luz, um encontro com a Sua Palavra, cujo centro é este mistério da cruz de Jesus, que ilumina e transmite paz a todos os que se deixam encontrar por ela;
* A prática do sacramento da reconciliação é o sinal de encontro com a luz que Deus nos dá e além disso obriga cada um a olhar para dentro de si mesmo, fechando os olhos para às luzes do mundo, que erradamente nos iludem e atraiem, conduzindo-nos às trevas. É preciso cair na cegueira, como S. Paulo, para que depois possamos ver a Luz nova que é Cristo, alcançada na conversão e no perdão que nos é dado pelo Pai, na cruz do Seu Filho;
* Acreditar em Jesus, Luz do mundo, é acreditar no dom da vida e da reconciliação do homem consigo, com os outros e com Deus, como caminho alternativo àquele ou àqueles que nos conduzem às trevas;
* Aquele que vive na Luz, é capaz de ver a sua sombra, é capaz de identificar o que o afasta dessa mesma Luz, podendo seguir os sinais que conduzem ao encontro com a vida nova pascal.

segunda-feira, 9 de março de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Musical Mamma Mia



Uma mãe solteira e independente, de nome Donna, que tem um pequeno hotel numa idílica ilha grega, está prestes a ter de deixar partir Sophie, a filha que criou sozinha, que se vai casar com Sky. Para o casamento de Sophie, Donna convidou as suas duas melhores amigas – a prática e hilariante Rosie e a multi-divorciada Tanya, as quais pertenciam à sua banda de outrora: Donna and the Dynamos. Sophie, secretamente, convidou três pessoas: Sam, Bill e Harry, três homens do passado de Donna. Um deles é seu pai e está destinado a levá-la ao altar. Em apenas 24 horas surgirão novos romances e renascerão antigos, naquela que parece a ilha de todas as possibilidades.
Inspirados pela magia das letras das canções dos ABBA, como “Dancing Queen”, “I have a dream” e “S.O.S.”, passando por “Money, Money, Money”, “Take a Chance on Me” e “Waterloo”, deixe-se levar pelo Musical Mamma Mia! e recorde, connosco, as suas memórias dos anos 70 e 80.


ELENCO
Donna – Marisa Oliveira / Sophie – Margarida Rodrigues
Sophie em Pequena – Carolina Azevedo / Sam – Rui Gonçalves
Harry – Gonçalo Fazenda / Bill – Carlos Fernandes
Rosie – Cristina Mendes / Tanya – Catarina Rodrigues
Sky – Luís Gonçalves / Ali – Ana Gonçalves
Lisa – Patrícia Cardoso / Pe Alex – Pe Rui / Pepper – Rui Barata

GREGOS
Bruno Poeira e Marta Ferreira / Carlos Rebelo e Inês Rodrigues
Gonçalo Dores e Iolanda Rodrigues
João Pedro Pereira e Geraldina Manjate

RAPARIGAS
Andreia Teixeira / Carolina Simões
Daniela Melo / Inês Duarte
Joana Barros / Mafalda Luís
Marta Azevedo / Teresa Rodrigues

RAPAZES
André Vieira / Dino Borges
Duarte Belchior / João Pedro Fernandes
João / Hélio Tavares

COREOGRAFIAS E ENCENAÇÃO - Leonor Alves
APOIO ENCENAÇÃO - Beta Próspero
SOM - Pedro Currais, Rui Martins e Luís Mendes
LUZES - Paula André
GUARDA-ROUPA - Joana Carneiro / Rita Nunes / Sandra Inês
CENÁRIO - Paulão
AGRADECIMENTOS
Pe Luís / Lúcia e Manuel Rodrigues
Ana Pereira / Diogo Carvalho / Daniel Santos
Paulão / Carlos Pereira

À nossa família pedimos desculpa, pois foram muitas horas fora de casa…