domingo, 20 de dezembro de 2009

Retiro da JM em Fátima (3)

Cá estou para contar mais um pouco daquilo que foi o retiro da JM em Fátima.

Sábado, dia 5 de Dezembro

A alvorada foi cedo. Às 7h15 os primeiros chegavam ao refeitório, vestidos com roupa desportiva, tal como lhes tinha sido pedido.

Depois de terem comido qualquer coisa rápida, foi a vez do Padre Rui (que já tinha ido dar a sua corrida matinal e nos esperava já na rua) comandar as “tropas”.

Primeiro um aquecimento e depois uma corridinha à volta do quarteirão porque como diz o ditado “Mente sã em corpo são”.

De regresso e depois dos banhos fizemos uma breve oração da manhã na capela e descemos até ao refeitório onde nos esperava um pequeno-almoço reforçado.




Restabelecidos do exercício, vimos a segunda parte do filme.

Depois disso, foi feita a abordagem ao tema do retiro:

“Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?” (Mc 10,17)

Falámos do tema e da sua contextualização bíblica… abordámos a mensagem do filme e a forma como esta se relacionava com a frase bíblica.

Foram, posteriormente, mostradas algumas fotografias de personalidades conhecidas e pedido que cada um escolhesse uma, relacionando-a com o tema (havia várias: Madre Teresa de Calcutá, Aristides de Sousa Mendes, Amália Rodrigues, Elvis Presley, Irmã Lúcia, Karl de Áustria, Maradona, Michael Jackson, Neil Armstrong, Oskar Schindler, Che Guevara).

Estava a ser meio-dia… Eis que chega Monsenhor Luciano Guerra, o convidado que viria partilhar connosco um pouco da sua experiência em Fátima. E foi realmente um testemunho muito interessante.

Para quem não sabe, Monsenhor Luciano Guerra é um nome incontornável ligado a Fátima. Cessou funções como reitor do Santuário, 35 anos depois de ter iniciado o seu reitorado em 1973.

Terminado o testemunho e já com a fome a apertar… toca a almoçar!

De tarde, tivemos um debate sobre três visões possíveis de vida eterna: a histórica, a eclesial e a social. E em conformidade com o facto de termos relacionado, entre outras coisas, a visão social com as obras de misericórdia, foi proposto aos grupos que se reunissem e, com base em textos dados, reflectissem sobre as obras de misericórdia que lhes tinham calhado e preparassem alguma coisa para apresentar aos restantes elementos da JM.

Para relembrar os mais esquecidos, as Obras de Misericórdia dividem-se em obras corporais e obras espirituais. E elas são:

Obras Corporais:

1ª Dar de comer a quem tem fome; 2ª Dar de beber a quem tem sede; 3ª Vestir os nus; 4ª Dar pousada aos peregrinos; 5ª Assistir os enfermos; 6ª Visitar os presos; 7ª Cuidar dos que partem pela morte

Obras Espirituais:

1ª Dar bons conselhos; 2ª Ensinar os ignorantes; 3ª Corrigir os que erram; 4ª Consolar os tristes; 5ª Perdoar as injúrias; 6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo; 7ª Rogar a Deus por todos os necessitados, tantos vivos como já passados para além do véu da morte.

Posso-vos dizer que os vários grupos foram bastante criativos.

Depois de feitas as apresentações e, enquanto chegava não chegava a hora de jantar, momento lúdico em que um elemento da JM ouvia uma música e tentava cantarolar para os outros membros do seu grupo adivinharem.

Pouco passava das 19 horas quando fomos jantar. Isto porque logo depois saímos em direcção à Capelinha das Aparições (onde teríamos o Rosário seguida da Procissão das Velas).




E a noite ainda era uma criança… a Via Jubilus era o que se seguia no programa deste retiro. Na Via Jubilus que estava preparada, em vez de meditarmos sobre a paixão, morte e ressurreição de Cristo, reflectiríamos sobre episódios relacionados com o Advento, desde o anúncio do Messias nas promessas proféticas, passando pelo momento de nascimento do Deus Menino, até ao momento em que Jesus se revela sabedoria entre os doutores da lei.

Tinha estado a chover grande parte da tarde e enquanto estávamos na Capelinha das Aparições. Só vos posso dizer que enquanto percorremos as estações da nossa Via Jubilus as nuvens do céu não deixaram a água cair!!! Impressionante não é?

E voltámos a casa, depois de um dia cheio (desculpem o texto tão longo!), onde fizemos a oração final, seguida da ceia antes de recolhermos aos quartos.

Não percam amanhã a descrição do último dia do retiro da Juventude Monfortina em Fátima!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Retiro da JM em Fátima (2)

6ª Feira, dia 4 de Dezembro
A partida da Póvoa estava marcada para as 19h30. Aos poucos, junto ao Centro Paroquial, foram-se juntando todos os elementos do grupo enquanto o Gonçalo dava as últimas indicações, antes da saída em “procissão” rumo à A1.
O Duarte, que também foi parte integrante na preparação deste retiro, por muito pena nossa, não pôde seguir fisicamente connosco, por estar adoentado… mas nós sabemos que ele esteve sempre connosco!
Já em Fátima desde o início da tarde, eu e a Mafalda íamos ultimando os últimos preparativos para recebermos da melhor forma todos aqueles que haviam aceitado o desafio de participar neste retiro.
O frio era muito… mas esperávamos que o calor humano que viria a envolver este retiro conseguisse colmatar a temperatura registada por um mero termómetro.
Mais ou menos por volta das 22 horas lá chegaram todos ao Seminário Monfortino, o espaço escolhido para nos acolher até Domingo
O primeiro desafio, depois das boas vindas e das primeiras instruções, foi encontrar o quarto e a respectiva cama num dos três pisos. Em cada cama eles iriam encontrar o guião do retiro, um marcador de livros personalizado com uma oração e uma folha que continha o nome de cada um e o respectivo significado.
Ultrapassado este primeiro desafio (esperamos que tenham gostado… Carlos, desculpa o equívoco com o significado do teu nome!!!), acomodaram-se na sala grande, sob o olhar do nosso amigo Montfort (como podem ver na fotografia), para ver o filme “À espera de um milagre”, ou em versão inglesa “The green mile”.



Dado o sono e cansaço de alguns e o facto de o filme durar 3 horas, optámos por deixar a segunda parte do filme para o dia seguinte.
Depois de uma breve ceia e da oração da noite, aqueles que quiseram ir descansar recolheram aos quartos para se preparem para o dia seguinte, que prometia ser intenso!
Ah pois é! A hora marcada para nos encontrarmos no sábado, no refeitório, era às 7h15!

Querem saber mais?
Não percam o próximo post!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Retiro da JM em Fátima (1)

Nos dias 4, 5 e 6 de Dezembro alguns elementos da JM juntaram-se para mais um retiro!
Desta vez o local escolhido foi Fátima!
Fiquem atentos... em breve publicaremos um resumo e alguns dos melhores momentos deste retiro!
Aqui fica apenas uma imagem que marcou este fim de semana!

Até breve!


domingo, 25 de outubro de 2009


No dia 18 de Outubro a nossa paróquia revestiu-se com ornamentos de festa. A nova Igreja dedicada a Nossa Senhora da Anunciação foi muito pequenina para tamanha multidão. Pois foi, nessa tarde, sob a presidência do nosso bispo, também Patriarca, aquele que era um edifício comum, tornou-se, pela sagração do altar, Igreja. A partir dali é o espaço sagrado, marcado pelo óleo da unção, que significa, consagração e pertencente a Deus. A partir deste dia é o lugar do encontro, da oração, da alegria de comunidade que se reúne, do louvor e da acção de graças, da entrega e da gratidão. É, por excelência, o lugar do sacramento, ou melhor, dos sacramentos.
Foi muito bom, belo e feliz presenciar tanta gente que partilhou da mesma alegria. Muitos vieram de fora, vieram a nosso encontro, e além de celebrarem com júbilo também deixaram 'dicas' que nos deixam no coração o 'perfume da alegria'. A nossa comunidade reuniu-se e uniu-se e isso é de louvar. Os jovens, os que participaram - dos que se ausentaram não reza a história para este dia - fizeram-no com elevação e qualidade qb. No canto e na entreajuda ao serviço da ´mensa' da comunhão fraterna, muitos foram - além de criativos na sua vestimenta - uma presença notada e reconhecida pelos que nos visitaram.
Aqui é mesmo o caso de dizer com Tomé: só vendo com os meus olhos acreditarei. Nós vimos e podemos testemunhar.
Participar na Dedicação de uma Igreja praticamente acontece, salvo excepções, uma vez na nossa vida. Muitos entenderam isso. Felizes!
Agora é necessário ser coerentes com o que foi celebrado, porque a verdadeira Igreja é formada por 'pedras vivas'. São elas que tornam bela a casa e o espaço! São elas que dão vida às formas exteriores. São elas que farão do altar, do ambão, do círio, da pia baptismal e do sacrário, acontecimento vital.
Nossa Senhora da Anunciação, título de Nossa Senhora tão caro a São Luis de Montfort, permita que todos acolham como ela, se tornem disponíveis como ela, digam um 'sim' generoso como ela, estejam presentes nos momentos de mistério como ela - em Caná e junto à Cruz - , intercedam como ela, amem como ela.
25 de Outubro de 2009.
Sempre convosco

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Missa das Universidades 2009-2010

Como já vem sendo habitual, o início de mais um ano académico e pastoral é assinalado e celebrado na MISSA DAS UNIVERSIDADES, Eucaristia de início de ano que procura congregar a nível diocesano os cristãos das Escolas de Ensino Superior de Lisboa. Terá lugar no próximo dia 29 de Outubro (5ªfeira) às 18h45, na Igreja do Coração de Jesus, no Marquês de Pombal junto à UAL. Antes, terão lugar confissões, das 18h às 18h45, após as quais se celebrará a Missa. Segue-se um tempo de convívio em torno de uma refeição ligeira com animação de Tunas, em que cada um poderá (re)conhecer outros cristãos das suas Escolas e informar-se sobre as actividades programadas pelos diversos organismos e movimentos da Pastoral Universitária.

O coro que animará a Eucaristia é aberto a todos os que gosam de cantar e/ou tocar. Os ensaios serão a dia 20 e 27 de Outubro (pois, 20 já passou, mas pode-se sempre ir a dia 27 :)), às 18h45, na sede do CeUC (Calçada Bento da Rocha Cabral, 1ºB, 1250-047 Lisboa).

Aparece e reencaminha para amigos!!! Vem celebrar a Fé com outros jovens cristãos!! :)

Como chegar ao local:
metro linha azul e amarela (Marquês de Pombal)
carris: 12,22,36,44,48,74,83,702,706,709,713,720,723,727,732,738,745,746
vimeca:007,011,013,015,107,130,185


Para mais informações: Bia (bia_lotrfan@hotmail.com)

Boa semana!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O Silêncio em Tempo de Férias...

Quando as pessoas pensam nas férias, normalmente organizam-se com inúmeros programas que permitem tudo, menos descansar de verdade. São dias cheios de ruído: ou pelo protagonismo que alguém quer assumir, fazendo-se notar; ou pela dinâmica do grupo em que se está inserido, aliás o mesmo grupo do ano inteiro, apenas com transferência de lugar; ou pela agitação que cada um se propõe, simplesmente porque não quer pensar em tudo o que é obrigado a fazer na sua vida habitual. Então as férias estão cheias de ruído:

·Não se pára, andando-se de forma constante de um lugar para o outro, à procura de emoções fortes ou, simplesmente, de experiências diferentes;

·Tem de estar-se “fulgurante” nas festas de Verão, caso contrário, todos reparavam na ausência e viriam a interrogar-se porquê, contando histórias sempre embaraçosas;

·A casa de família tem de ficar apinhada de gente, porque aberta aos amigos e conhecidos, dos filhos e dos netos e, ainda, de alguma figura mais notável do grupo social;

·Depois, a importância da noite, com a ida às discotecas mais “in”, com o DJ mais na moda ou, então, com a “banda” que tem as músicas do momento;

·São programas sobre programas, com almoços e jantares, com “bridge” ou “canasta”, com as últimas histórias, os casos mais “picantes”, as situações surpreendentes que todos contam, não deixando de dizer que é confidencial.

·Com as crianças na praia e os jovens no clube, uns e outros entregues a alguns profissionais contratados para o efeito, os mais velhos vão descansando com programas “cansativos” que contradizem as férias procuradas.

Sendo assim, as férias de Verão, longe de ser tempo para recuperar forças, é tempo de frenesim que, a certa altura, os mais responsáveis pedem terminem depressa.


É urgente aproveitar os silêncios, criar espaços sem barulhos, onde se possam ouvir as vozes da natureza, sentir as muitas recordações, deixar falar o coração. É que, no silêncio, escutam-se melhor os inúmeros sons que inundam as vidas e dão sentido a todas as coisas. Há então momentos em que o silêncio fala mais alto e vale a pena experimentar:

·Levantar cedo pela manhã e subir a uma colina para ver nascer o sol; a pouco e pouco o sol vai conquistando a terra, dando-lhe o seu calor, e até a nossa vida fica mais acolhedora.

·Dar um passeio à beira-mar e ver as ondas quebrarem-se sobre a praia; cada espuma faz um desenho diferente na areia, com outras mensagens, segredando sonhos que podem sempre construir-se.

·Pela tarde ir até à floresta, caminhar entre as árvores, sentir a brisa fresca a beijar o rosto, e “conversar” com as aves que esvoaçam, com os animais dos campos que cruzam os caminhos ou, simplesmente, com a natureza que tem sempre alguma coisa para contar.

·E porque não entrar numa igrejinha de aldeia e dar-se conta da história que ela conta? No retábulo por detrás do altar-mor, nas estátuas dos santos, nos azulejos das paredes ou na pintura dos tectos, tudo fala da fé de um povo que um dia construiu aquele templo simples.

·Aproveitar ainda para pôr em dia alguma leitura, um livro de poemas, um romance mais conhecido, uma edição anotada de um autor mais próximo, leituras diferentes de quando se estuda e trabalha ao longo do ano.

Redescobrir o silêncio, ocupar o silêncio, transformar em vida o silêncio, são desejos maravilhosos em tempo de férias. Dirão que são as férias dos monges contemplativos, mas ai de cada um se não descobrir na sua vida a importância da contemplação, o valor do silêncio


O silêncio é também tempo de encontro com Deus. Três exemplos, o primeiro do Antigo Testamento, o segundo do Novo Testamento e o terceiro de uma experiência pessoal.

·Moisés mandou construir uma tenda fora do acampamento para ali se encontrar a sós com Deus. Era a Tenda do Encontro e nela, Moisés falava com Deus como um amigo fala a seu amigo (cf. Ex 33, 7-11).

·Jesus pediu aos apóstolos para orarem, fechando a porta do seu quarto e ali, a sós com Deus, falarem com Ele, como os homens falam com os outros homens, sem muitas palavras, mas na maior comunhão de amor (cf. Mt 6, 5-11).

(...)

O silêncio com Deus abre os corações, aproxima as pessoas, convida à fidelidade, reclama testemunhos e desafia a ser cristão activo e responsável no nosso mundo.

Cada um vai ter as suas férias. Haverá nelas tempo de silêncio? Ninguém o pede, é cada um que tem de o descobrir.


(Monsenhor Vítor Feytor Pinto)

Boas descanso para todos (não escrevo aqui férias porque sei que alguns ainda estarão a trabalhar!)e que, de facto, este seja um tempo de silêncio, reflexão e encontro com Deus.

Beatriz

sábado, 4 de julho de 2009

APRESENTAÇÃO NOVO ÁLBUM

A dupla formada pelos primos Maria Durão e Luís Roquette, nasceu, mesmo sem nome, em 2000. Naturais do Estoril, deram os primeiros passos na música com o objectivo de ajudar na animação musical da Eucaristia.





Porque no dedilhar da guitarra se tornava mais fácil rezar, aos poucos, as composições foram surgindo e partilhadas no site www.santidade.net. A vontade de contribuir por um mundo melhor, conduziu-os a estúdio. Em 2003, com o apoio do músico Tozé Brito, e da Editora Universal, gravam o CD “Entrega”. Neste trabalho, para além de cantarem o Amor d’Aquele que os movia, contribuíam na construção de uma casa de acolhimento para crianças.



Só nesta altura surgiu a necessidade de terem um nome. Por valorizarem a simplicidade, encontraram em SIMPLUS a sua melhor definição. Além disso, curiosamente, a palavra unia as iniciais dos seus nomes, colocando no centro o P de Pai.

O tema “Onde Deus te levar” torna-se um hit.
http://www.youtube.com/watch?v=zvKI50YgOnY

Entre Lisboa e Porto, realizam cerca de 10 concertos, dos quais se destaca a sua participação no Rock in Rio, na tenda “Por um mundo melhor”.

Em 2007, decidem voltar a gravar. Com temas originais suficientes e tendo mais clara a sua vocação para evangelizar através da música, nasce o cd “Quero-Te mais”, editado pelas Edições Salesianas. Com uma sonoridade pop-folk, "Quero-Te mais" canta o diálogo quotidiano e constante com Deus, presente no que de mais simples fazemos no dia-a-dia. É a guitarra que suporta a grande envolvência e cumplicidade das vozes de Maria Durão e Luís Roquette.



O mérito e qualidade da música dos Simplus foi recentemente reconhecida pela NBP que seleccionou o tema "Falsa Liberdade" para banda sonora da novela "A outra." Hoje 4 de Julho de 2009 esta jovem banda lança o seu 3º álbum "No Silêncio". A apresentação é no Jardim do Museu do Centro Cultural de Belém e começa às 21h30.



BOA SORTE PARA OS SIMPLUS!