sábado, 5 de março de 2011
domingo, 12 de setembro de 2010
PONTCHATEAU FAZ 300 ANOS

PONTCHATEAU - o Calvário de Montfort faz 300 anos
Foi há 300 anos que este grande homem, sacerdote, missionário, tenaz, persistente, Luis Maria de Montfort, lançou mãos à obra na construção deste Calvário, grande, pela sua extensão de 14 hectares, como pela sua dedicação à 'sabedoria da cruz'.
Celebra-se, neste 12 de Setembro , o aniversário da sua construção. Neste dia lá se reuniram muitas centenas de cristãos, muitos associados monfortinos e tantos peregrinos, que quiseram celebrar com júbilo esta data.
Eu já tive a graça de lá estar, mais do que uma vez, mas recordo de modo especial uma peregrinação que reuniu lá, há já bastantes anos atrás (talvez 20) cerca de 5000 emigrantes portugueses, que vivem naquela região de Nantes, e à qual tive a honra de presidir. Foi uma bela experiência, daquelas que se vivem e saboreiam sem se ser muito capazes de as descrever ou explicar.
Também alguns jovens da nossa comunidade paroquial já tiveram a graça de lá ir, de lá estar e de lá participar, há alguns anos atrás numa celebração comemorativa monfortina, ligada à Verdadeira Devoção e esse livro 'd'ouro' que Montfort escreveu.
É um lugar muito, muito monfortino. Ali se pode respirar o autêntico caminho da fé, no âmago da subida a um Calvário que deixa marcas aos que têm a graça de subir até ao cimo.
As comemorações destes 300 anos já se iniciaram localmente há um ano atrás e culminaram neste dia. Aliás o Calvário levou um ano a construir-se, com a colaboração de quase toda a gente da região. O 'Pai de Montfort', como era designado São Luis Maria,conseguiu envolver toda a gente durante a Missão que realizou naquele local.
O Calvário é visitado por mais de 100.000 pessoas durante o ano. Nem todos o fazem por devoção, mas um grande número peregrina até lá para se reencontrar e com a fé e com Montfort. É, ao mesmo tempo, um lugar cultual e cultural.
Este 12 de Setembro é por isso uma data a assinalar, seja para a família monfortina, como para todos os que, de um modo ou outro, se identificam com Montfort. Lá se reuniram milhares de peregrinos, mas muitos mais se uniram nas comunidades locais, pelo mundo.
Para quem quiser ver a celebração e tirar o pó do seu francês aqui vai o link: http://www.mywisdomtv.org/mediadetails.php?key=859a8e1d5c8135fc1d4c&title=Messe+%C3%A0+Pontchateau
segunda-feira, 19 de julho de 2010
A Caminho de Madrid...


Em 2011, vamos nós ter com ele!
sexta-feira, 9 de julho de 2010
DIA DESPORTIVO DA VIGARARIA - 12 JUNHO 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
A MALUQUINHA DE ARROIOS
terça-feira, 8 de junho de 2010
Coisas Simples
Partilho convosco um texto que li e gostei.. porque os melhores momentos da vida são, a maior parte das vezes, aqueles que são repletos de simplicidade.
"Gosto dos dias compridos. Da Luz do Sol que se prolonga até à noite. Do tempo que parece eterno. Do olhar que parece infinito.
Gosto de me deitar no chão da sala e ver da janela descerrada as cores que se misturam no céu azul de um fim de tarde quentinho. DE sentir o aroma que anuncia o Verão.
Gosto de contemplar o meu filho a dormir. Gosto de o ver a acordar para a vida. Gosto de lhe mostrar o mundo pela minha mão quando caminhamos lado a lado. E ele mostrar-me que o mundo é, afinal, muito maior do que aquilo que eu sei e conheço.
Passa um avião e ele grita de alegria como se tivesse visto uma coisa muito importante. E fica tão feliz só por o ver voar. Um dia hei-de dizer-lhe que a minha paisagem dilecta é ver um avião a descolar, um comboio a partir, um carro a ser conduzido e uns pés a caminharem pela vida. Ir mais longe. Desbravar. Olhar. Tocar. Sentir. Numa palavra, viver.
Gosto de subir a uma colina só para ver o rio e levar para dentro de mim o desassossego da suave ondulação – interpela os sentidos. Gosto de subir caminhos de terra batida só para me sentar num barroco – descansa o olhar. Gosto de observar e absorver tudo o que contemplo como se estivesse diante de um quadro de Monet – um dos meus pintores favoritos. Gosto de abrir os olhos e saber que tudo o que vejo não cabe dentro de mim. Transcende-me. Vou para outro lugar procurar novos caminhos. Abro um livro e com uma lapiseira sublinho pensamentos, palavras, actos e emoções que ficam comigo. Pouso o livro. Olho para o fio do horizonte e sinto-me bem. Volto a caminhar.
Gosto de regressar a casa e sentir que o mais importante da minha vida está ali concentrado naqueles metros quadrados. Gosto de afectos. Daqueles que me enchem de certezas e indicam que tudo o que faço tem sentido.
Gosto de receber os que me fazem sentir feliz por estar na presença deles – este é um dos meus principais critérios quando escolho as pessoas que quero ter ao meu lado.
Gosto de falar e de fazer silêncio. E quando todos vão embora ter a certeza que não estou nem fico sozinha. Há uns anos entrevistei o psicólogo Eduardo a propósito da solidão e ele dizia que “a solidão é a ausência de pessoas dentro de nós”. Quando todos partem é como se visse o tal avião a descolar carregado de sonhos e expectativas que se levam na bagagem. Onde eu também vou. Viajo com eles e eles viajam comigo.
Gosto de sentir que a felicidade está dentro de nós. Que não é preciso percorrer quilómetros nem milhas para correr atrás dela. Ela está mesmo aqui. Tão perto. É feita de coisas simples que não se vendem em nenhum canto do mundo – mas encontram-se algures no nosso mundo."
Texto de Sílvia Júlio (jornalista), in Revista Família Cristã